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Jan 14

Educar financeiramente uma criança é ensinar algo para a vida toda, possibilitando a criação de adultos atentos ao consumo consciente, planejadores em relação ao futuro e com uma vida financeira saudável. Engana-se quem pensa que ensinar o valor do dinheiro é trabalho para a escola ou que finanças é algo muito “adulto” para ser abordado com os pequenos. As crianças devem saber lidar com o dinheiro desde novas para que possam entender que ele não cresce em árvores, que as coisas tem um preço e é necessário refletir se algo é realmente necessário e poupar o que for mais caro.

Muitos pais costumam dar mesada para os filhos, o que pode ser muito saudável se for bem planejado. Contudo, em alguns casos, os responsáveis dão o dinheiro como forma de compensação por algo que esteja faltando (atenção, carinho) e isso causa danos aos pequenos. A seguir explicamos algumas vantagens e desvantagens do ato de dar mesada e dicas de como fazer disso uma verdadeira lição de educação financeira para os filhos desde cedo.

 

DESVANTAGENS

 

1-    Dar mesada como compensação

Com o dia-a-dia corrido, muitos pais não conseguem passar o tempo que deveriam com os filhos. Antigos hábitos como ajudar os pequenos com lições de casa, contar histórias e brincar parecem que ficaram para trás. Consequentemente, os pais compram mais presentes e dão a mesada como uma forma de compensação pelo tempo que não é passado com seus rebentos. O perigo, nesta situação, é a criança aprender que coisas intangíveis como atenção e carinho podem ser compradas, atendendo a máxima de que “tudo tem um preço”, até mesmo o amor dos pais.

 

2-   A mesada de pais divorciados

Imagine um pai ou mãe que teve um processo de divórcio litigioso e agora luta para conquistar o amor do filho tentando afirmar que é melhor do que o outro progenitor, usando de meios pouco saudáveis para agradar a criança, como presentes caros, boas somas em dinheiro e até permissividade aos atos de má criação do pequeno. Este responsável não está pensando no bem da criança, tornando-a mimada e “comprável”. Esta não é uma prática incomum nos dias de hoje, e muitos assistentes sociais trabalham para identificar e sanar este cenário.

 

3-   Mesada por falta de organização

A dificuldade em separar um tempo para ver as reais necessidades dos filhos pode levar os pais a dar a mesada como uma forma de se livrar de algumas obrigações, como compra de materiais escolares ou lanches saudáveis para a escola. Esta autonomia exagerada causa prejuízos, pois aos pequenos ainda falta a noção de prioridades: eles optarão por gastar a mesada com brinquedos ou doces do que com coisas que lhes seriam mais úteis.

 

 VANTAGENS

 

1-    Mesada como forma de negociação

Educação financeira envolve negociação, acordos e limitações. O valor, a periodicidade e possíveis reduções ou aumentos devem ser combinados previamente para que os pequenos entendam as regras do jogo e possam fazer melhor uso do dinheiro que receberem. Caso eles façam algo grave, como tirar uma nota muito baixa ou brigar na escola, a suspensão ou redução da mesada pode ser um bom castigo assim como o aumento do valor ou um bônus no fim do mês pode ser uma premiação se eles fizerem algo extraordinariamente bom.

 

2-   Mesada e poupança

Incentivar os filhos desde cedo a guardar pequenos valores mensalmente para a compra de algo mais caro no futuro é uma forma de ensiná-los sobre a importância de ter um fundo de emergências e economizar. Lições de empreendedorismo podem ser dadas no caso de filhos mais velhos, ao motivá-los a ganhar dinheiro com atividades simples como digitação, aparar a grama dos vizinhos ou dar aulas de reforço em alguma matéria que eles sejam bons.

 

3-   Mesada e consumo consciente

Ensinar aos filhos desde cedo as perguntas que devem ser feitas na hora de uma compra (a saber: “Eu quero, mas posso comprar? Posso comprar, mas preciso? Preciso, mas tem que ser agora?”) e mostrar a eles formas para reutilizar coisas como cadernos antigos ou roupas que podem ser customizadas são atitudes que farão com que eles sejam consumidores conscientes e valorizem o dinheiro que ganharão durante a vida.

 

Sabendo planejar como dar mesada aos pequenos fará com que eles não apenas tenham seu dinheirinho, mas aprendam como lidar com o dinheiro, conhecendo o seu valor e fazendo melhor proveito deles. Esta lição os fará adultos educados financeiramente e muito mais conscientes.

publicado por plantasejardinagem às 17:59

03
Jan 14

Quais são os principais aspetos que os pais devem observar nos seus filhos com a idade de seis anos? Quais seriam os aspetos determinantes para que se haja uma certeza de que o desenvolvimento da criança está sendo normal? Este artigo vem destacar os aspetos do desenvolvimento normal de uma criança de seis anos em termos físicos, motores, cognitivos, emocionais e sociais, citando exemplos práticos daquilo que o filho de seis anos já estará sabendo fazer em cada uma destas áreas.

 

Termos Físicos

 

Os pais deverão estar sempre atentos com a relação peso x altura da criança. Uma criança de seis anos deve ter em média, seja menino ou menina, 108 cm de altura. O desenvolvimento da estrutura física deve ser percebido. A criança se tornará mais forte e terá mais vontade de desenvolver atividades em que se requer força. Brincadeiras e situações de violência serão normais. Brigas com os colegas escolares, amigos e com os próprios pais e irmãos também. Serão capazes de correr por um grande período, de saltar obstáculos e de brincar exaustivamente com os amigos.

 

A Capacidade Motora

 

Nesta idade pela altura e pelo peso a criança está mais forte e já adquiriu as competências motoras necessárias para a prática de esportes. Os pais podem observar certas manifestações na criança como: domínio dos movimentos da escrita, capacidade de manipulação de certos utensílios como, por exemplo: tesouras e perceção de coreografias de dança. Nesta idade a rapidez, a resistência e a precisão dos movimentos já podem ser notadas de forma mais acentuada.

 

Termos Cognitivos

 

Os pais devem observar as mudanças na parte de aprendizagem, nos pensamentos e nas lembranças. Nesta idade já há certa capacidade de discernir e de reconhecer experiências adquiridas. A interação com crianças da mesma idade é notória nesta idade. A criança já é capaz de reconhecer sua posição no mundo em que vive e sua intersecção no mundo e na sociedade. A capacidade de concentração e de atenção é mais notória, a criança é capaz de permanecer mais atenta a brincadeiras e as explicações escolares.

 

Termos Emocionais

 

A criança começa a adquirir sua independência em relação aos pais e dessa forma as situações de conflitos tendem a diminuir. Certa tranquilidade e uma certeza que está conquistando novos horizontes são algo marcantes nas crianças a partir dos seis anos. Uma identidade já é definida. Amizades mais íntimas, e a escolha do melhor amigo e da escolha da namoradinha ou do namoradinho também, sendo que nesse último aspeto é mais notório nos meninos. Assim como a necessidade de independência nos afazeres escolares, fatores de definição da personalidade como: paciência, explosão, mansidão e medo também são notórios nessa faixa etária.

 

Termos Sociais

 

Os valores éticos e morais começam a se estabelecer. A noção de justiça e de injustiça também. A criança começa a sentir o peso de suas responsabilidades e a demarcar os horários que devem ser cumpridos seus deveres. A esfera social se baseia nos colegas escolares e nos amigos mais próximos, sendo que já é percebida uma certa influência dos mesmos no comportamento da criança. Existe a necessidade de um agrupamento de crianças do mesmo sexo, onde os interesses e as brincadeiras são iguais. A criança começa a se interessar em participar de grupos como: catecismo, clube de jogos, grupos de desenho, grupo de colecionadores entre outros tipos de grupos sociais.

 

Além desses aspetos que devem estar sendo definidos, a principal forma de os pais avaliarem se está tudo bem no desenvolvimento da criança, é a análise de seu desenvolvimento escolar. A análise do rendimento escolar, a maneira que a criança está arcando com suas responsabilidades, e pela sua conduta social e moral perante aos outros colegas da mesma idade são fatores cruciais para a certeza de que tudo está bem.

 

Essas evoluções em todas as áreas do desenvolvimento da criança são que determinarão a personalidade na vida adulta. Por isso a importância de um acompanhamento mais crítico e especial, sendo que às vezes um acompanhamento psicológico pode auxiliar os pais na resolução de problemas de desenvolvimento.

publicado por plantasejardinagem às 18:01

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